terça-feira, 8 de julho de 2008

Hon(ra)estidade

Andei pelas ruas que parecem formigueiro
Me deparei ao longe com um casal
Um casal até então normal para essa sociedade
Aproximando vi que para a sociedade os mesmos não eram "úteis"
Divertiam-se, numa mistura de trabalho e tristeza
Cantarolavam, e aquele som ecoava pela rua
Com uma simples caixa em frente ao seus pés
Pediam humildemente dinheiro por aquele simples trabalho
Trabalho o qual tentam agradar os ligeiros passageiros do local
Não tinham a atenção que mereciam
Não tinham noção do que estava ocorrendo
Sua visão não permitia
Com o violão e o pandeiro as modas de viola iam se perdendo
Perdendo a tantas falas, celulares, correrias
A frente um sujeito apresenta ao grande público seu jogo
Um jogo trapaceiro para ganhar dinheiro desonesto
Existia uma roda em volta, pessoas apostando e perdendo
E o malandro ia se estabelecendo
Sai feliz e cheio da grana
E deixa os cantores trabalhadores tristonhos
Pode ser que o pão do dia não possa existir
Tudo porque tentaram ganhar dinheiro de forma honesta
Honestidade está em baixa nesse país
Não seja mais um a entrar na "alta", seja diferente, faça parte dessa minoria:
OS HONESTOS!

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